A Guitarra Elétrica de Sete Cordas
Olá, benvindo a todos!
Está sendo inaugurado o Super Blog do Silão!
Para iniciarmos nossa primeira conversa, escolhi um assunto muito interessante:
A Guitarra Elétrica de Sete Cordas.
Tópicos
- Introdução
- Acostumando-se Com a Sua Primeira Guitarra de Sete Cordas
- Equalizando
- Pontos para Superar
- Barreiras Culturais
- Algumas Dicas de Acordes e Escalas para Guitarra de Sete Cordas
O que muda na guitarra de sete cordas?
Que afinação usar?
Qual a melhor guitarra de sete cordas?
Por que não usar a Barítono?
Vai atrapalhar o baixista?
Dá para tocar qualquer tipo de música com guitarra de sete cordas?
etc
Reuni algumas informações sobre este tema e resolvi falar um pouco sobre as principais dúvidas, as vantagens e as dificuldades de tocar com guitarra elétrica de sete cordas. Fico feliz se eu puder ajudar um pouquinho, mas acredito que todos podemos realmente aprender se vocês também compartilharem a sua opinião e suas experiências. Se vocês quiserem acrescentar ou perguntar algo fiquem à vontade!
A Guitarra elétrica de 7 cordas
Ao começar os estudos com a primeira guitarra de sete cordas, as principais sensações são:
a) Adicionando uma corda o braço do instrumento fica mais largo e requer uma adaptação com vários exercícios envolvendo posicionamento das mãos na guitarra.
b) Inicialmente, as duas mãos acabam estranhando um pouco quando encontram as cordas um mais próximas umas das outras do que na guitarra de seis cordas.
c) Com sete cordas é mais difícil usar o polegar esquerdo sobre o braço da guitarra (tomando como base um guitarrista destro) para digitar ou abafar notas e a inicialmente é necessário se livrar da tendência de dobrar demais o pulso esquerdo ou se curvar demais para enxergar o que está tocando.
d) Já a mão direita, por sua vez, não encontra as cordas desejadas e acaba encostando nas outras. Isso vale tanto para usar palheta quanto dedilhado, tapping, finger picking e outras técnicas.
e) Semelhante ao baixo de cinco ou de seis cordas, é necessário desenvolver técnicas para abafar as cordas graves e não deixá-las soando involuntariamente o tempo todo.
Recomendo, então, passar algum tempo treinando novamente todos aqueles exercícios de básicos para iniciantes do tipo palhetar alternadamente corda por corda digitando no braço aquelas combinações de dedos (1234, 4321 etc).
a) Adicionando uma corda o braço do instrumento fica mais largo e requer uma adaptação com vários exercícios envolvendo posicionamento das mãos na guitarra.
b) Inicialmente, as duas mãos acabam estranhando um pouco quando encontram as cordas um mais próximas umas das outras do que na guitarra de seis cordas.
c) Com sete cordas é mais difícil usar o polegar esquerdo sobre o braço da guitarra (tomando como base um guitarrista destro) para digitar ou abafar notas e a inicialmente é necessário se livrar da tendência de dobrar demais o pulso esquerdo ou se curvar demais para enxergar o que está tocando.
d) Já a mão direita, por sua vez, não encontra as cordas desejadas e acaba encostando nas outras. Isso vale tanto para usar palheta quanto dedilhado, tapping, finger picking e outras técnicas.
e) Semelhante ao baixo de cinco ou de seis cordas, é necessário desenvolver técnicas para abafar as cordas graves e não deixá-las soando involuntariamente o tempo todo.
Recomendo, então, passar algum tempo treinando novamente todos aqueles exercícios de básicos para iniciantes do tipo palhetar alternadamente corda por corda digitando no braço aquelas combinações de dedos (1234, 4321 etc).
Fique atento na hora de regular o som.
a) Cuidado para que umas cordas não fiquem com mais volume que outras. Se isso acontecer, pode prejudicar a sua performance e interpretação.
b) Não tente encorpar demais o som, se colocar grave demais irá simplesmente embolar o som e atrapalhar o baixista e toda banda.
A simples adição de uma corda permite a execução de acordes mais completos, escalas ou grooves únicos e que podem ser empregados em vários estilos musicais. Entretanto, guitarra de sete cordas ainda é um instrumento relativamente novo e não evoluiu tanto quanto a de seis cordas. Muitos fabricantes produzem vários modelos de seis cordas e somente um ou dois com sete. Traçando um paralelo com outros instrumentos, vemos o quanto está devagar o avanço da guitarra de sete cordas.
Sendo mais novo que a guitarra elétrica na história, o contrabaixo elétrico (originalmente só com quatro cordas) evoluiu mais rápido. Também é difícil manter o mesmo timbre ao adicionar cordas ao baixo, mas há tempos já existem até captadores midi para contrabaixo de seis cordas mas ainda não se fala em nenhum captador midi para guitarra de sete cordas, e ainda são poucos e raros os captadores tipo single para guitarra de sete cordas, mas geralmente possuem um timbre bem diferente que os de seis cordas. Os violões de sete cordas de nylon já tem um som bem mais parecido com os de seis diferenciados apenas pela tessitura da sétima corda.
Porém, muitos fabricantes quando fazem as guitarras elétricas de sete cordas, geralmente modificam muito o instrumento, fazendo com que ele soe um tanto duro, agressivo e opaco e não adianta colocar agudo no amplificador, aí fica estridente demais. Qual seria a vantagem em adicionar uma corda e mudar radicalmente o timbre das outras? Ao comparar com as tradicionais Les Paul, Strato ou uma Tele de seis cordas, a grande maioria dessas guitarras de sete cordas deixam muito a desejar.
No Brasil isso piora, pouquíssimos fabricantes se aventuram a fazer uma guitarra com sete cordas e quando fazem, buscam geralmente som muito pesado, somente para funcionar com distorção muito forte. Estudo esse instrumento há mais de dez anos e tenho que admitir que não é nada fácil fazer com que o instrumento se comporte realmente como uma guitarra, com características de uma "vintage" que tenha recursos adicionais oferecidos pela sétima corda. Rumo a isso tive que pesquisar e trocar várias peças, principalmente a ponte e captadores e potenciômetros.
Após longas e exaustivas experiências, encontrei uma sonoridade satisfatória e então resolvi levar uma corda a mais para o palco, mesmo sabendo isso poderia ser um fato polêmico.
Criando arranjos para sete cordas, você irá naturalmente oferecer maior versatilidade rítmica, harmônica e melódica e se tocar cover, conseguirá maior fidelidade principalmente se tiver que mudar o tom das músicas. Mas não se iluda, isso não significará quase nada, do ponto de vista comercial. O brasileiro em geral ainda não costuma dar muita importância para isso. Em muitos casos, a galera nem perceberá que você toca um instrumento diferente e mais amplo e que gastou meses ou anos para se adaptar a ele.
E quando percebem, até mesmo os próprios guitarristas acabam por involuntariamente dificultar mais um pouco a popularização do instrumento quando fazem umas piadinhas, do tipo:
"Sete cordas pra quê? Não toco nem com seis..."
Na hora de apresentar a banda no show ou em seus releases, músicos e empresários geralmente se referem de forma diferenciada aos violonistas de sete cordas e lhes dão até um certo destaque, mas isso não acontece com os guitarristas de sete cordas.
Acredito que até por influências culturais, a maioria dos músicos que te convidarem para tocar com eles, não farão a mínima questão de dizer que tem um guitarrista com sete cordas na formação da sua banda ou terão até algum receio que, por ser um instrumento ainda não muito popular, isso torne o trabalho menos comercial.
Criando arranjos para sete cordas, você irá naturalmente oferecer maior versatilidade rítmica, harmônica e melódica e se tocar cover, conseguirá maior fidelidade principalmente se tiver que mudar o tom das músicas. Mas não se iluda, isso não significará quase nada, do ponto de vista comercial. O brasileiro em geral ainda não costuma dar muita importância para isso. Em muitos casos, a galera nem perceberá que você toca um instrumento diferente e mais amplo e que gastou meses ou anos para se adaptar a ele.
E quando percebem, até mesmo os próprios guitarristas acabam por involuntariamente dificultar mais um pouco a popularização do instrumento quando fazem umas piadinhas, do tipo:
"Sete cordas pra quê? Não toco nem com seis..."
Na hora de apresentar a banda no show ou em seus releases, músicos e empresários geralmente se referem de forma diferenciada aos violonistas de sete cordas e lhes dão até um certo destaque, mas isso não acontece com os guitarristas de sete cordas.
Acredito que até por influências culturais, a maioria dos músicos que te convidarem para tocar com eles, não farão a mínima questão de dizer que tem um guitarrista com sete cordas na formação da sua banda ou terão até algum receio que, por ser um instrumento ainda não muito popular, isso torne o trabalho menos comercial.
Usando a afinação tradicional BEADGBE:
| 7ªcorda | 6ªcorda | 5ªcorda | 4ªcorda | 3ªcorda | 2ªcorda | 1ªcorda |
| B | E | A | D | G | B | E |
|---|
a) Pensando em Notas
Uma das coisas mais importantes para tocar bem a Guitarra de Sete Cordas é se acostumar a pensar em notas musicais o mais rápido possível e não só qual o lugar do braço em que se toca. Aliás, isso é importante não só para Guitarra de Sete Cordas, mas serve também para a de seis ou quantas cordas você tiver aí disponível no seu instrumento. Saber sempre o nome das quais as notas que se toca é um quesito básico para qualquer instrumento de cordas.
Se não souber identificar as notas que você está tocando pode tornar a música muito mecânica e sem vida, mas lamentavelmente muitos guitarristas não gostam de pensar em notas musicais, só querem tocar rápido, resistem e demoram muito para começar estudar isso.
Na maioria das vezes só vão estudar depois que passam por alguma situação humilhante por não saber as notas. Talvez daí venham essas piadinhas sobre guitarristas que vocês ouvem sempre por aí, do tipo:
"Guitarrista sempre toca muito alto, mas se quiser ver o ele abaixar rapidinho o volume da guitarra, põe uma partitura na frente e manda ler."
Guitarrista tem uma péssima reputação de não saber harmonia tão bem quanto os tecladistas e não fazer frases tão bonitas quanto os saxofonistas e violinistas.
Uma boa ideia para estudar a Guitarra de Sete Cordas já pensando no nome das notas logo é conhecer esta digitação básica das Notas Naturais no comecinho do braço, usando algumas cordas soltas:
b) Mais Timbres
Com uma Guitarra de Sete Cordas é possível obter sons diversificados com a mesma regulagem de amplificador, se aproveitar as diferentes posições em que o mesmo acorde pode ser tocado no braço da guitarra.
Exemplo:
Estes próximos acordes são iguais. São formados com as mesmas notas e a mesma inversão, só muda mesmo a posição do braço, mas quem experimentar no instrumento verá que o segundo (que só é possivel tocar na Guitarra de Sete Cordas) soa um pouco mais forte e encorpado e que o primeiro.
Isso se deve ao fato de tocar em cordas diferentes.
c) Facilidade para estudar Harmonia
A guitarra de sete cordas facilita o estudo de Harmonia Funcional, Harmonia Tradicional e Contraponto.
Explorando uma corda extra é perfeitamente possível tocar várias inversões de acordes a mais, como estas aqui, escritas originalmente para piano:
Uma das coisas mais importantes para tocar bem a Guitarra de Sete Cordas é se acostumar a pensar em notas musicais o mais rápido possível e não só qual o lugar do braço em que se toca. Aliás, isso é importante não só para Guitarra de Sete Cordas, mas serve também para a de seis ou quantas cordas você tiver aí disponível no seu instrumento. Saber sempre o nome das quais as notas que se toca é um quesito básico para qualquer instrumento de cordas.
Se não souber identificar as notas que você está tocando pode tornar a música muito mecânica e sem vida, mas lamentavelmente muitos guitarristas não gostam de pensar em notas musicais, só querem tocar rápido, resistem e demoram muito para começar estudar isso.
Na maioria das vezes só vão estudar depois que passam por alguma situação humilhante por não saber as notas. Talvez daí venham essas piadinhas sobre guitarristas que vocês ouvem sempre por aí, do tipo:
"Guitarrista sempre toca muito alto, mas se quiser ver o ele abaixar rapidinho o volume da guitarra, põe uma partitura na frente e manda ler."
Guitarrista tem uma péssima reputação de não saber harmonia tão bem quanto os tecladistas e não fazer frases tão bonitas quanto os saxofonistas e violinistas.
Uma boa ideia para estudar a Guitarra de Sete Cordas já pensando no nome das notas logo é conhecer esta digitação básica das Notas Naturais no comecinho do braço, usando algumas cordas soltas:
b) Mais Timbres
Com uma Guitarra de Sete Cordas é possível obter sons diversificados com a mesma regulagem de amplificador, se aproveitar as diferentes posições em que o mesmo acorde pode ser tocado no braço da guitarra.
Exemplo:
Estes próximos acordes são iguais. São formados com as mesmas notas e a mesma inversão, só muda mesmo a posição do braço, mas quem experimentar no instrumento verá que o segundo (que só é possivel tocar na Guitarra de Sete Cordas) soa um pouco mais forte e encorpado e que o primeiro.
Isso se deve ao fato de tocar em cordas diferentes.
c) Facilidade para estudar Harmonia
A guitarra de sete cordas facilita o estudo de Harmonia Funcional, Harmonia Tradicional e Contraponto.
Explorando uma corda extra é perfeitamente possível tocar várias inversões de acordes a mais, como estas aqui, escritas originalmente para piano:
Na Guitarra de Sete Cordas fica:
d) Um dos pontos que o guitarrista mais gosta:
Na hora de construir seus primeiros solos, não é necessário saltar várias vezes do início para a o meio do braço, pois se souber uma única forma de digitação já é possível ir do grave para o agudo e variar bem suas melodias na mesma região do braço.
Veja neste exemplo:
Escala de A Maior (Modo Jônico):
É possível partir do 10º traste e se usar três notas por corda (quatro na primeira) chega ao 17º percorrendo três oitavas completas.
Aconselho não fazer solos de guitarra totalmente concentrados em notas abaixo dessa tessitura, a não ser de passagem. Use com moderação as notas graves abaixo disso, elas são boas, ou eu até diria, essenciais para dar peso e encorpar as bases, mas no solo não aparecem muito e começa a caracterizar solo de baixo, sendo para isso indicadas mudanças na forma de harmonizar, mas somente este assunto já daria um outro belo e longo estudo. Quem sabe falaremos disso futuramente?
Bom, galera! Espero que isso tenha sido útil para conhecer um pouco mais sobre os recursos deste maravilhoso instrumento que é a Guitarra Elétrica de Sete Cordas. Com isso encerro essa nossa primeira conversa, deixando aqui o convite para vocês se quiserem acrescentar alguma informação, discordar de algo ou se tiverem outras dúvidas e outros comentários, fiquem mesmo bem à vontade em participar deste espaço e enviem suas mensagens. Serão respondidas à medida do possível.
Um grande abraço a todos.

